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segunda-feira, 21 de março de 2016

CARACTERISTICAS DAS PARCELAS E TRATAMENTOS UTILIZADOS NA CANA-DE-AÇÚCAR

  O experimento foi instalado no dia 30 de novembro de 2015, constituído por 4 parcelas de 5 x 7 metros. Cada parcela obteve os seguintes tratamentos: a primeira parcela com tratamento de semente (TS) e aplicação de fungicida preventiva, a segunda tratamento da semente e fungicida curativo, a terceira parcela com tratamento de semente e a quarta parcela não recebeu nenhum tratamento. A cultivar implantada foi a RB86-7515 , variedade tardia com ciclo em torno de 400 dias do plantio até seu corte , a adubação adotada foi  250 Kg Há-1 da formula 0-20-20, com plantio manual e espaçamento entre linhas de 1,20 metros.
   O plantio foi manualmente com abertura de sulcos a uma profundidade de 10 cm.  Vinte dias após o plantio foi feita a capina manual e adubação de cobertura com nitrogênio(30 kg/há-1). No inicio do estágio vegetativo, foi realizado adubação de cobertura com nitrogênio(60 kg/há-1)e potássio (35 kg/há-1)

Figura 1: Área experimental da cultura da Cana-de-açúcar
Fonte: Andreotti, 2016 – IFMT- Campus Campo Novo do Parecis.

As principais doenças encontradas na área foram , Escaldaduras das Folhas, Mancha Anelar , Podridão Vermelha e Estria Vermelha . As doenças encontradas variam de região e qual a variedade adotada e suas resistências  , afinal é o principal método de controle de doenças da cana-de-açúcar é adoção de variedades resistentes .

Escaldadura das Folhas

ESCALDADURA-DAS-FOLHAS - Xanthomonas  albilineans

Foi identificada na Austrália e Java e hoje é encontrada em todas as regiões produtoras de cana  no mundo.

Etiologia
O agente causal da doença é uma bactéria gram-negativa denominada Xanthomonas albilineans que é capaz de colonizar os vasos do Xilema da planta.

Sintomas
Em variedades suscetíveis a doença pode causar grandes perdas, devido a queima das folhas e morte dos colmos, já as variedades tolerantes podem servir como um depósito do patógeno. Alguns fatores como o aumento da umidade durante a maturação e estresses provocados por seca, frio e inundação podem intensificar os sintomas. Plantas atacadas pela doença apresentam três tipos de infecção:
LATENTE (assintomática) que pode ser identificado apenas por métodos de alta sensibilidade.

CRÔNICA: Sintomas variando de estrias brancas e finas ao longo de toda folha, paralelas a nervura central até as bainhas foliares.
AGUDA: Sintomas de “queima” das folhas, evoluindo da ponta ou pelas margens podendo necrosar totalmente a folha. Os colmos podem apresentar descoloração dos feixes do xilema na região do “nó”, com a morte da gema apical, surgem brotações laterais por todo colmo.
Figura 1: Sintoma Escaldadura das folhas
     Fonte:  Brugnera. IFMT, Campo Novo do Parecis, 2016

Epidemiologia
A doença é disseminada principalmente por instrumentos de corte, podões e colhedora e também pela utilização de mudas contaminadas. Os ventos e as chuvas podem disseminar a doença por longas distâncias, quando espalham a bactéria presente em áreas mortas (necroses) das plantas afetadas. Condições de estresse (frio, seca ou temperatura muito alta) induzem o aparecimento da fase aguda da doença.

Controle
Utilização de variedades resistentes associada à produção de mudas certificadas, com alta sanidade. No campo pode-se evitar a disseminação da doença através da desinfecção e limpeza dos instrumentos de corte, com a utilização de produtos químicos que contenham bactericidas (amônia quaternária). As operações de “roguing” proporcionam uma boa medida de controle na produção de mudas de cana-de-açúcar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Mancha Anelar

MANCHA ANELAR- Leptosphaeria sacchari


 Uma das doenças mais comuns em todos os canaviais do país e de todas as regiões do globo, sendo assinalada em 80 países. Apresenta, no entanto, pequena importância econômica, assim não causando danos significativos.

Etiologia 
Agente causal : fungo Leptosphaeria sacchari .O fungo apresenta ascocarpos imersos, globosos, marrom pálido, com o diâmetro variando de 100-140 µm e com um ostíolo papilar saliente. Os ascos são cilíndricos para clavados com o tamanho variando entre 60-72 x 9-13 µm e possuem parede grossa, bitunicada.
Sintomas 

Suas lesões são inicialmente verde-amarronzadas e bordos mais escuros; progridem e apresentam o centro pardo com bordas avermelhadas, pode-se estar presente halo amarelado.

Figura 1: Sintoma de Mancha Anelar na folha
                                                                Fonte:  Andreotti. IFMT, Campo Novo do Parecis, 2016.
Epidemiologia
As condições favoráveis para o desenvolvimento do são alta umidade e temperatura de 20°C a 28°C o que faz ajuda na sua disseminação e desenvolvimento.
Controle
Como a doença não causa problemas, não é necessário seu controle, exceto nos programas de melhoramento onde variedades muito suscetíveis devem ser eliminadas.

PODRIDÃO VERMELHA

PODRIDÃO VERMELHA - Colletotrichum falcatum

A doença causa prejuízos importantes a cultura, principalmente pela inversão de sacarose. São freqüentes relatos de perda de 50 a 70% da sacarose de colmos atacados simultaneamente pelo fungo e pela broca da cana (Diatraea saccharalis).

Etiologia 
O agente causal é Colletotrichum falcatum que corresponde, na fase perfeita, a Glomerella tucumanensis. Produz acérvulos sub-epidérmicos eruptivos com setas retas ou tortuosas, pardo-escuras, septadas, abundantes e facilmente visíveis com lupa manual. Na base das setas estão conidióforos curtos, simples, hialinos, com conídios falcados (acanoados) unicelulares, hialinos, granulosos e envoltos em massa gelatinosa que dá ao conjunto tom levemente rosado.


Sintomas - Esta doença pode se manifestar na cana-de-açúcar sob diferentes formas, de acordo com os órgãos afetados e estádio vegetativo. Durante a germinação do tolete, causa a morte das gemas e redução na germinação. Nos colmos, o patógeno causa, internamente, uma podridão vermelha que dá nome à doença. Na nervura central das folhas aparecem lesões vermelhas que mais tarde ficam com o centro mais claro. O tamanho das lesões é variável, mas em folhas velhas pode atingir toda a extensão da nervura. Em variedades suscetíveis, as lesões aprofundam-se na nervura. Os sintomas podem ser confundidos com deficiência de potássio. 

Figura 1: Sintoma de Podridão Vermelha  na folha
                                                                 Fonte: Brugnera. IFMT, Campo Novo do Parecis, 2016
Epidemiologia
 É  um parasita que infecta a planta por meio de conídio e lesões nos tecidos vegetais. A disseminação do inóculo acontece pela ação dos ventos, chuva, orvalho e água de irrigação. Outros hospedeiros do fungo não são considerados fontes de inóculo representativas. Tanto a disseminação quanto a severidade dos sintomas estão relacionados com condições ambientais. Após o plantio, os sintomas são mais severos em condições de umidade excessiva do solo.
Controle

O uso de variedades resistentes é o único método econômico de controle. Saccharum officinarum, S. barberi S. sinense têm a maioria das suas populações suscetível. Na espécie S. spontaneum encontram-se as melhores fontes de resistência, tendo servido para a produção dos híbridos modernos mais resistentes à doença. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Estria vermelha

 ESTRIA VERMELHA- Pseudomonas rubrilineans.
    

 Etiologia
 A doença é causada pela bactéria gram-negativa Pseudomonas rubrilineans.

Sintomas
Os sintomas inicialmente se manifestam nas folhas, com a aparecimento de estrias finas e longas de coloração avermelhada, com a evolução da doença, as estrias podem atingir a região do meristema apical provocando a “podridão de topo”, em condições favoráveis e em variedades suscetíveis a podridão evolui para o resto do colmo. Áreas atacadas pela doença pode notar um forte odor. Geralmente plantas com 3 a 8 meses de idade nota-se uma ocorrência maior da doença.



Epidemiologia
A disseminação da bactéria se dá por respingos de chuva e pelo vento, sendo que o calor (temperaturas acima de 28º C) e a alta umidade (acima de 90%) favorecem seu desenvolvimento. As infecções são favorecidas, também, por ferimentos produzidos nas plantas, quando uma folha esbarra em outra. A bactéria pode sobreviver no solo e em restos de cultura.


Controle
O uso de variedades resistentes é o método mais efetivo de controle da estria vermelha. O cultivo de variedades suscetíveis, em ambientes favoráveis, isto é, solos de alta fertilidade não é aconselhável. Estas variedades devem ser cultivadas em ambientes mais restritivos (solos de baixa fertilidade) e com a bactéria pode sobreviver em restos de cultura, deve-se evitar o plantio de viveiros nestas áreas.